
Flamengo e Botafogo fizeram um clássico que começou travado. A primeira etapa do jogo foi um festival de faltas para "matar" a jogada e marcação forte e atenta. O calor contribuiu também.
O alvinegro, seriamente desfalcado, continuou sendo bem armado por Cuca, mesmo quando ele resolveu substituir Túlio Souza aos 18 minutos, devido ao cartão amarelo. Só que, além da tática, do entrosamento e da mão do técnico, é preciso talento. E isso falta no banco do Botafogo.
A exceção é o goleiro Renan, que jogou como veterano, salvando dois gols certos do Flamengo no segundo tempo. Boa sombra pra Castillo não deixar a peteca cair.

No segundo tempo, o jogo mudou devido a uma grata surpresa: uma ousadia de Joel. Ok, nem tanto assim, porque ele treinou as alterações que fez.
Mas até então o meio-campo do Fla poderia ser reserva do Botafogo: nenhuma criatividade e muitos passes errados. As jogadas só saem com os laterais ou na volta dos atacantes.
Marcinho se movimentou bem, assim como Tardelli, e Obina confundiu de vez a marcação alvinegra. Num excelente passe de Léo Moura, o Fla fez ótimo contra-ataque. O baiano voltou a fazer o que sabe: se posicionar na área pra empurrar a bola pro gol. Se tentar fazer diferente, pode desistir.
O Botafogo sentiu os desfalques, portanto domingo que vem zera tudo. E como voltará o Flamengo da viagem ao México?

Em Minas, o Cruzeiro surpreendeu a própria torcida e venceu de 5 x 0 o arqui-rival Atlético. O centenário alvinegro já começa a azedar, principalmente se não for bem na Copa do Brasil. Mas será que a Raposa vai ter fôlego pra segurar o Boca Juniors na Bombonera?

Isso porque todas as outras opções de técnico já estão comprometidas com Copa do Brasil ou Brasileirão.
Quem vai topar pegar o Fla em meio à Libertadores? Só quem não tem nada a perder com o risco. Geninho se enquadra perfeitamente, embora eu não o considere bom técnico. Mas se tiver espírito "copeiro", quem sabe?