domingo, 15 de junho de 2008

Falta sal, muito sal


Ô seleçãozinha insossa! A derrota do Brasil para o Paraguai nem pode ser considerada uma tragédia, pois só é assim classificado quando um poderoso esquadrão consegue um resultado muito ruim. Seja sincero: foi tão absurdo aquela seleção perder de 2 x 0 pro Paraguai atual?

Quem viu o jogo sabe que não foi. Desde quando o futebol de Josué, Mineiro e Gilberto Silva pode se garantir como titular do Brasil? Mas foi assim que Dunga escalou o time, deixando nos pés solitários de Diego a criação de jogadas.

Porque Maicon e Gilberto não jogam lhufas faz tempo, Robinho não fará mágica a cada jogo, e ainda nos falta um centroavante absoluto. Isso leva a outro problema, levantado hoje na coluna de Fernando Calazans: é essa a nova geração de "craques" brasileira?

Anderson é peça-chave no Manchester, os laterais são titulares em seus clubes, assim como os do meio-campo e do ataque. Quando se juntam em seleção, é uma indigência de dar dó. Só Lúcio e Juan parecem unanimidades, além do goleiro Júlio César.

O problema seria então do técnico, que não sabe fazê-los jogar em conjunto? Pode ser. Mas como disse o Calazans, até quando a venda precoce de talentos (portanto, imaturos) e o mau trabalho das divisões de base vai continuar produzindo esses meias-bombas? Ser coadjuvante em times até mais fortes que seleções nacionais é muito mais fácil que protagonizar o Brasil pentacampeão.

Acho que essa ficha só vai cair quando a seleção trocar de técnico várias vezes durante as Eliminatórias e, ainda assim, ficar fora de uma Copa. Até lá, jogadores de 22 anos, como Kaká, terão que carregar uma responsabilidade que os grandes nomes do futebol só tiveram de 25 pra cima, após passarem um bom tempo lidando com os humores do torcedor.

Quarta é a Argentina, em casa. Alguém aí leva fé?

2 comentários:

Fabricio disse...

Concordo em tudo.
Que continue assim. Dunga cai.

Por fim, eu levo fé, afinal, aquela seleção lá empatou em casa. E sofreu para empatar

carlos pizzatto disse...

Contra a Argentina, o Brasil cresce.

Embora eu torça para um tropeço, e pela queda de Dunga.