
Você é um lateral-esquerdo com qualidade, nível de seleção. Cruza bem, sabe driblar, faz gols, é raçudo, não se intimida. Mas fez papel de bobo no domingo.
Após ter levado um drible bonito, resolveu fazer feio e falar no ouvido de Maicosuel, tentando intimidar o jogador. Você pode dizer que os atletas falam esse tipo de coisa entre eles o tempo todo em campo. Errado: apenas os covardes batem e ainda botam o dedinho na cara de um adversário caído no chão.
Quero ver, Juan, quando for a sua vez. Quando um marcador violento não gostar dos seus dribles (que deram várias vitórias ao Flamengo, e que talvez você não chame de "firulas") resolver te derrubar e te ameaçar.
A verdade é que depois desse lamentável lance você não jogou mais nada na final. Sumiu, deu no máximo toques para os lados ou bateu faltas. Parece até que o intimidado foi você.
Você, Juan, com talento para o futebol, preferiu se igualar a Coelho, do Atlético-MG, ou Dinho, ex-Grêmio, verdadeiros assassinos de atletas que não querem humilhar, só fazer bonito. Uma atitude que passa aos mais novos a mensagem de que o drible, o atrevimento, a ousadia, não são coisas do futebol.
Robinho, titular absoluto da Seleção, está aí pra provar o contrário. E você sequer é convocado. Talvez seu temperamento esquentadinho atrapalhe sua carreira, repleta de cartões amarelos.
Torço para que domingo o árbitro marque você, Juan. Talvez assim você resolva jogar o futebol que sabe, mas que fica em segundo plano quando a "TPM" te ataca de jeito.