Na sala da estar da minha avó em São Cristóvão, Zona Norte do Rio, eu curtia minhas férias da 4a. série. Isso era em 1990, e além dela, minha mãe e eu acompanhávamos as oitavas-de-final da Copa do Mundo da Itália. Brasil x Argentina, quando eu ainda nem tinha noção da rivalidade, mas sabia o que era uma Copa. Quando fomos pra cozinha depois do jogo aprendi o que é o futebol.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
De Caniggia a Schürrle, ou quando o choro retornou
sábado, 5 de julho de 2014
Cruel
Estou mais triste por Neymar do que pela Seleção. O rapaz de 22 anos que entrou na Copa com uma responsabilidade absurda sobre os ombros e não fugiu dela. Que disse não sentir a pressão porque estava realizando um sonho. Que agora não terá a oportunidade de tentar jogar uma final do maior torneio de futebol do mundo em seu país. Como bem disse o jornalista Bruno Torturra, a dor na coluna deve ser a menor que Neymar está sentindo agora.
terça-feira, 15 de abril de 2014
De Jayme a Felipe, uma parábola descendente
Felipe é um goleiro de excelentes reflexos mas péssimo na saída do gol, o que não deixa de ser uma metáfora sobre a sua postura pessoal. No calor do momento e sem pensar muito, consegue ser rápido e letal (como uma defesa à queima-roupa). Na hora de pensar as possibilidades e as consequências, se planejar e agir conforme o necessário, mostra total inapetência (como ao não sair do gol ou sair "caçando borboleta"). E há o Jayme de Almeida.
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
E a entressafra?
Sim, há Neymar. Mas por que a Seleção carece de um centroavante confiável? Por que não temos um camisa 10 há anos? Ou opções para a lateral-direita? Por que nossos goleiros são tão velhos? É fácil constatar que a renovação de talentos no futebol brasileiro passa por uma crise. Será resolvida?
sábado, 28 de dezembro de 2013
A marcha do progresso
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Viu o Mengão, vô?
Foi a minha primeira final no Maracanã, vô. Aquele aonde você me levou um dia pra ver Flamengo x Bangu. De tão baixinho em meus 7 anos, nem vi o gol de Bebeto. Mas lembro do estádio lotado, e da torcida do Flamengo. Hoje ganhamos a Copa do Brasil pra você, vô. Porque se não fosse você eu não estaria lá, não seria rubro-negro, e não estaria me lembrando de você agora.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Rodrigueano
O jogo de hoje só comprovou o que todos já sabem: com time bom ou ruim, em boa ou má fase, o Flamengo é Nelson Rodrigues puro. Ninguém imaginava aquele começo arrasador, e depois disso ninguém esperava levar 4 gols e voltar a ser freguês do genérico paranaense - agora dentro de casa. Este é um elenco humano, demasiadamente humano. Não se enxerga nas nuvens e desmorona ao primeiro revés. Até o final de 2013 essa é a vida como ela é, na alegria ou na tristeza.
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domingo, 4 de agosto de 2013
Minha volta ao Maracanã
Voltei. Depois de todo mundo, mas voltei. Sei que há muitos torcedores bem mais assíduos do que eu, mas isso não apaga minha memória afetiva do Maracanã. Não senti o impacto negativo que tantos narraram: está diferente sim, mas ainda é ele. Como numa grande reforma numa casa conhecida, está melhor e mais bonito sem perdermos a certeza de que é o mesmo. O legal foi perceber a atmosfera do lugar.
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quinta-feira, 27 de junho de 2013
E Marin acertou...
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| Foto: Tom Dib/Lance!Press |
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
A Espanha de dois gumes
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| Foto: AFP |
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Negar é pior
Sim, o Brasil pode ser campeão em casa no ano que vem. Tudo pode acontecer no esporte que teima em desobedecer a lógica quando menos esperamos, ainda mais numa competição de tiro curto como a Copa do Mundo. Mas ganhando ou não, precisamos admitir: o futebol brasileiro vai mal. Sem fatalismos ou eurocentrismos, precisamos aceitar o quanto antes a nossa condição para ir em busca do remédio. E não tentar fingir que está tudo bem andando de muletas e com o supercílio aberto.
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segunda-feira, 3 de junho de 2013
Essa é a nossa Seleção
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| Foto: Agência Efe |
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Da cartola
Foi dose assistir a vitória do Flamengo sobre o Remo nessa quarta. Confesso que fica difícil até avaliar as atuações de cada um, considerando que o jogo teve nível inferior a peladas de fim de semana (incluindo a atuação do árbitro). Jorginho parece (parece!) estar mais certo do que quer, mas sem treinar mais vezes a mesma formação, só complica. A sorte é que o time tem um Rafinha pra fazer um passe de mágica.
Gostei da escalação inicial, com 2 volantes, 2 meias e 2 atacantes. No estágio que o Flamengo se encontra, o melhor é simplificar. Mas Rodolfo e Gabriel não voltavam, o que deixava muitas vezes Amaral (numa de suas piores partidas pelo clube) com a decisão de lançar a bola para o ataque.
O Remo, que sequer está na série D, tinha vontade e violência. Nada mais. E o momento de intranqüilidade do Flamengo faz diferença, pois o nervosismo com a marcação sob pressão era evidente.
Jorginho armou um banco péssimo. Além de não levar Luiz Antônio (que joga em 2 posições), deixou Adryan de fora. Se o único meia do time não tiver seqüência, fica difícil. Pra piorar, Leo Moura se machucou, obrigando Elias a ir pra lateral, com Renato Abreu de segundo volante. Fora o desperdício criativo, o Flamengo perdeu movimentação e poder de marcação.
No segundo tempo Gabriel e Rodolfo voltaram mais, e isso recuou o time do Remo. Rafinha enfim conseguiu driblar a marcação dupla e chutou com consciência. Esse garoto deve ser preservado por clube e torcida, é ele quem tira da cartola lances decisivos. Gabriel é outro que mostra personalidade e vontade de decidir.
Hernane foi tão ruim, mas tão ruim, que seus desarmes na frente armavam contra-ataques, além de perder todas as bolas no ataque. A estrela do início do ano serviu pra renovação de contrato, e só.
Já que não haverá contratações, o departamento de futebol e a comissão técnica precisam resolver de uma vez por todas as indefinições desse elenco. Gonzalez sai ou não sai? O que querem com Ibson? Como administrar Alex Silva? Se já esta difícil a situação, novelas internas só pioram.
A boa noticia do dia é que o Flamengo está com todas as certidões negativas referentes às esferas de poder, federal, estadual e municipal. Tenho curiosidade de saber se algum outro clube do Brasil pode dizer o mesmo.
Gostei da escalação inicial, com 2 volantes, 2 meias e 2 atacantes. No estágio que o Flamengo se encontra, o melhor é simplificar. Mas Rodolfo e Gabriel não voltavam, o que deixava muitas vezes Amaral (numa de suas piores partidas pelo clube) com a decisão de lançar a bola para o ataque.
O Remo, que sequer está na série D, tinha vontade e violência. Nada mais. E o momento de intranqüilidade do Flamengo faz diferença, pois o nervosismo com a marcação sob pressão era evidente.
Jorginho armou um banco péssimo. Além de não levar Luiz Antônio (que joga em 2 posições), deixou Adryan de fora. Se o único meia do time não tiver seqüência, fica difícil. Pra piorar, Leo Moura se machucou, obrigando Elias a ir pra lateral, com Renato Abreu de segundo volante. Fora o desperdício criativo, o Flamengo perdeu movimentação e poder de marcação.
No segundo tempo Gabriel e Rodolfo voltaram mais, e isso recuou o time do Remo. Rafinha enfim conseguiu driblar a marcação dupla e chutou com consciência. Esse garoto deve ser preservado por clube e torcida, é ele quem tira da cartola lances decisivos. Gabriel é outro que mostra personalidade e vontade de decidir.
Hernane foi tão ruim, mas tão ruim, que seus desarmes na frente armavam contra-ataques, além de perder todas as bolas no ataque. A estrela do início do ano serviu pra renovação de contrato, e só.
Já que não haverá contratações, o departamento de futebol e a comissão técnica precisam resolver de uma vez por todas as indefinições desse elenco. Gonzalez sai ou não sai? O que querem com Ibson? Como administrar Alex Silva? Se já esta difícil a situação, novelas internas só pioram.
A boa noticia do dia é que o Flamengo está com todas as certidões negativas referentes às esferas de poder, federal, estadual e municipal. Tenho curiosidade de saber se algum outro clube do Brasil pode dizer o mesmo.
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segunda-feira, 18 de março de 2013
Custo-benefício
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Sem explicação
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| Foto: Ivo Gonzalez/O Globo |
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segunda-feira, 4 de março de 2013
O desafio do equilíbrio
Terminei o último post apontando que o time do Flamengo 2013 ainda não havia sido testado estando atrás no placar. E isso foi acontecer logo numa semifinal, em que o aspecto emocional pra ter os nervos no lugar contam muito. Foi um jogo de baixo nível técnico em que o Botafogo mostrou aplicação tática exemplar, embora com violência desnecessária. Agora cabe ao Flamengo ter o equilíbrio de ver o que está ruim e o que está bom e tirar as lições devidas.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Estaca zero
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| Foto: Alexandre Vidal / FlaImagem |
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
O Fred vai pegar a 9?
Fred para seu carro no meio do trânsito e rouba um beijo de uma motoqueira. A menina parece enfeitiçada pelo craque, que está no controle do volante, feliz com o sucesso que faz, com os amigos em volta destacando sua "atuação" em meio às circunstâncias adversas de parar no meio de uma rua movimentada só pra isso. Eu não sei quanto a vocês, mas vi no episódio uma metáfora sobre a oportunidade que Fred tem em assumir a camisa 9 da Seleção.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Quem diria?
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| Foto: Marcio Alves/O Globo |
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
As aves têm suas próprias asas
Ganso e Pato. Duas promessas que chegaram jovens ao protagonismo. Dois meteoros que não alcançaram as órbitas vislumbradas. Duas carreiras que a "ejaculação precoce" dos comentaristas esportivos já colocou nas alturas e agora tenta enterrar. A verdade é que Paulo Henrique e Alexandre são incógnitas, tanto pelas contusões recentes como pelo foco que dão às carreiras. Penso que o futebol brasileiro não pode prescindir de nenhum dos dois. Mas se não quiserem pagar o preço devido pra levantar vôo novamente, ninguém vai fazer isso por eles.
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