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quinta-feira, 27 de junho de 2013

E Marin acertou...

Foto: Tom Dib/Lance!Press
O Brasil pode perder domingo, o que não seria surpresa ou desastre - afinal, do outro lado estarão Itália e sua pesada camisa, segunda maior campeã de Copas, e a Espanha, atual fenômeno do futebol. Se a Copa das Confederações é um evento-teste, ocorreu o mesmo com nossa Seleção. E quem passou com louvor, reafirmando seu tino pra determinadas missões, foi Luis Felipe Scolari. O homem parece ter nascido pra treinar o escrete nacional.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Essa é a nossa Seleção

Foto: Agência Efe
"Ficaremos divididos entre ufanistas e corneteiros?", dizia um tweet durante o Brasil x Inglaterra. De fato, é complicado analisar o futebol da Seleção se a tônica for escolher um desses extremos e dali não arredar pé. O elenco que vai para a Copa das Confederações (e que é base pra Copa do Mundo) é um reflexo do momento do nosso futebol - da comissão técnica ao ponta-esquerda (que não existe mais). Não sou fatalista, vejo esperança mas também riscos nas "enganações de grife" que vestem a amarelinha.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Haja paciência!


Oito ou oitenta. Parece que o mundo navega entre esses pólos, seja qual for o assunto. Inseridos na cultura consumista e imediatista, da satisfação pessoal agora e já!, descartamos os processos de maturação pelos quais todos nós passamos.

A Seleção Brasileira atual não está jogando mal como se diz. Como a memória nunca é nosso ponto forte em momentos de paixão impulsiva, lembrem que os eleitos de Dunga já empataram com a Venezuela, os de Felipão perderam pra Honduras, os de Parreira perderam pra Bolívia...

São muitos os exemplos de atuações bem mais vexaminosas e preocupantes da Seleção. E o que isso significou mais pra frente? Nada que fosse consequência direta dessa fase. Felipão levou a Copa, Dunga perdeu. Parreira levou nos pênaltis.

O denominador comum a todos esses momentos acontece também agora: todas essas Seleções Brasileiras foram amadurecendo com o tempo. Por mais que você discorde da filosofia de trabalho de cada treinador, não há dúvida que, com o tempo, os times foram ganhando uma "cara".

Eu me pergunto por que tanta pressa pra Mano Menezes e cia. serem perfeitos. Ok, entendo que é uma grande expectativa diante da qualidade atual dos jogadores. Mas o Brasil de 1958 começou a Copa com Pelé e Garrincha no banco. O de 1970 garantiu a ida ao México num 1 x 0 suado contra o Paraguai, num Maracanã lotado. E vocês acham que a mítica Seleção de 82 se fez da noite pro dia?

Vamos baixar a bola. Pela primeira vez, podemos dizer que há qualidade em TODOS os setores do time. Volantes que não só marcam como tocam bem na bola, versatilidade do meio-campo pra frente... Saudades de Mauro Silva, Felipe Melo, Doriva, Afonso Alves?

Concordo com o capitão Lúcio: apesar disso tudo, é preciso seriedade. E raça. Sem esses dois atributos, não há talento que se sustente. A displicência de Daniel Alves e Robinho não se justifica. Nesse ponto devemos cobrar desde já.

Mesmo que sejamos desclassificados domingo, o trabalho de Mano está em processo. E ainda nesse patamar, dá gosto de ver uma Seleção que não briga com a bola. É muito talento junto, com um técnico que quer investir nesses talentos. Não é isso que pedimos desde sempre?

Aí vem o oito ou oitenta, no quesito paciência. Uma geração mimada que tem tudo à mão não aguenta esperar. É o que nós somos nesse começo de século 21, e projetamos essa personalidade em tudo - até no torcer pela Seleção.

Parece que Ganso e Neymar assinaram um contrato escorchante para jogar o fino durante os 90 minutos de todos os jogos. Na primeira balançada dos dois, já os descartamos. É nossa verve consumista falando alto. #foraneymar nos Trending Topics depois de dois jogos ruins do atacante é dose cavalar.

E pior que as viúvas de Dunga são as noivas de Muricy.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Chegou a hora de importar?


Falta técnico no Brasil.

Essa é a minha conclusão ao ver que os comandantes dos principais times do país não são unanimidade, suas decisões dentro e fora de campo são ininteligíveis, passíveis de questionamento até pelo mais irracional torcedor.

Esses mesmos técnicos não sabem lidar com a imprensa, com críticas, com diretorias. Todos, na hora da contrariedade, viram crianças pirracentas na entrevista coletiva após os jogos.

Luxemburgo, tão elogiado na carreira por sua capacidade de montar esquadrões ofensivos e sólidos, patinou com o Atlético-MG e faz o mesmo com o Flamengo, apesar dos resultados. Em ambos os casos, teve carta branca e parece ter esquecido o que sabia. A ponto de se defender apenas com o currículo, nada mais.

Felipão, o último que trouxe uma Copa, foi escorraçado do Chelsea depois de apequenar Portugal nos jogos decisivos (perder a Eurocopa pra Grécia, em casa, é deprimente). Agora, nem no conhecido Palmeiras consegue repetir o sucesso dos anos 90.

Muricy, o atualmente endeusado pela crítica esportiva, dá graças aos céus por terem inventado os pontos corridos. Não fosse isso, dificilmente seria tantas vezes campeão brasileiro. Seus times cheios de falta de imaginação tiram a paciência do mais ingênuo torcedor.

Estamos falando de medalhões que já conseguiram várias glórias. Agora imagine a situação dos que vêm abaixo deles.

Os técnicos brasileiros mostram que pararam no tempo, parecem sofrer de Alzheimer profissional. Como compará-los com Josep Guardiola, José Mourinho, Alex Ferguson, Arsene Wenger?

"Ah, mas esses que você citou têm dinheiro de sobra pra comprar os craques que quiserem!". Sim, mas jogam entre si, enfrentam outros times com o mesmo poderio. Guardadas as devidas proporções, dá na mesma. Compare as decisões de cada um deles com os brazucas.

A falta de criatividade, a teimosia, a inabilidade para lidar com críticas e com os atletas, o despreparo na relação com a chefia são traços marcantes da grande maioria dos técnicos brasileiros. E pior: sem evoluir no campo, apenas plagiando as piores influências do estrangeiro (nunca as melhores).

O cenário de indigência é tamanho que um amador como Dunga conseguiu ficar 4 anos à frente da Seleção sem ser seriamente ameaçado por ninguém. Muitos queriam que ele saísse (eu inclusive), mas quem colocariam no lugar, com absoluta segurança?

Chegaremos ao ponto de ter que importar técnicos?