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domingo, 13 de abril de 2008

Antonio Lopes saiu pela culatra

Não dá pra esperar segunda pra comentar o Vasco 1 x 1 Fluminense de ontem. Jogo equilibrado (o que, na minha opinião, foi surpresa), decisão nos pênaltis. Ao contrário do que a maioria pode pensar, o nome do jogo pra mim não foi Pablo, mas Antonio Lopes.

O técnico amigão de Eurico cismou que ia dar um jeito no lado esquerdo do Vasco. Depois de vários testes durante a semana, sobrou pro jovem Pablo fazer sua estréia no time titular.

Quando viu que o jogo ia ficar empatado mesmo, Lopes providenciou logo a saída de Edmundo (o perdedor oficial de pênaltis do time). Aposto que a torcida vascaína ficou dividida: ama o Animal, mas na dúvida, sei lá, já perdeu na outra semifinal...

Só que o delegado Lopes, além de colocar Pablo em campo pela primeira vez num jogo tão decisivo (e pelo visto, o garoto administrou bem a pressão, pra sorte do técnico), ainda o escala pra bater o último pênalti da série!!

Pablo perdeu e não deve ser crucificado por isso. Mas o experiente Antonio Lopes cometeu uma senhora imprudência escalando o lateral, ainda mais numa decisão.

O Fluminense, mais uma vez, deixa a desejar na hora da decisão. Tem mais time que o Vasco (como tinha contra o Botafogo, mas à época os três atacantes não se acertavam), tem jogado melhor futebol, tem mais banco... e quase perde para o sofrível elenco cruzmaltino.

Washington tem mostrado que sente falta de um atacante habilidoso (e nato na posição) para lhe fazer companhia. A esperança para o tricolor é pegar o Fla na final, pois tem se dado bem contra os rubro-negros nos últimos confrontos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Uma paradinha

É briga de grandes goleiros: Marcos, do Palmeiras, ficou decepcionado por Rogério Ceni utilizar a paradinha para cobrar um pênalti. É aquele sentimento de traição à classe, que já não pode se adiantar na hora da cobrança e dificilmente pegará um chute no ângulo ou no cantinho. A não ser que exerçam a "fácil" arte da adivinhação...

O rei Pelé cobrava pênaltis com paradinha. Não sei se ela chegou a ser proibida pela Fifa em algum tempo. O certo é que ela voltou, e agora até seus algozes (os goleiros) a utilizam - Tiago, do Vasco, fez o mesmo contra o Cardoso Moreira.

Mas é justo ou não permitir a paradinha? São Marcos argumenta que os goleiros já estão em bastante desvantagem no momento. Valdir Peres tentava desconcentrar os batedores com muita troça e piadas. Às vezes conseguia, como foi com o excelente cobrador Breitner, da Alemanha, em amistoso contra o Brasil.

Que me desculpem os guarda-redes, mas é muito bom ver o goleiro caindo sem chance na hora da paradinha. Paradoxalmente, acho a defesa de um pênalti sempre mais bonita do que o gol do mesmo jeito.

Em suma, de polêmicas e lances fora do comum também se constrói o charme do futebol.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Sem piedade

Dona Fifa não pode ter misericórdia: o Zenit precisa ser eliminado sumariamente da Copa da UEFA. A imagem de sua torcida (ao lado) já diz tudo. Além disso, insultaram jogadores negros do Olympique e arremessaram uma banana no jogador Zubar. Os torcedores precisam arcar com as conseqüências de seus atos. Se aliviar na punição do racismo no futebol, a porteira estará aberta para mais manifestações do tipo. Se em 2007 eliminaram o Feyenoord pela violência da torcida, precisam detonar o Zenit por esse outro tipo de violência, num esporte em que qualquer diferença é derrubada ao se entrar em campo. A bola, o talento e o preparo físico não são subjetivos nem tampouco disseminam preconceitos.

Após ter que falar desse tenebroso episódio, vamos ao que deveria ser sempre o único assunto.


Vasco e Botafogo acompanham o Flamengo na tarefa de não perder pontos para os times pequenos. E ainda aplicam uma goleada pra não dar margem a maiores polêmicas. Mas como futebol é futebol, as controvérsias sempre surgem. Quem bate pênaltis no Vasco? A torcida pede Tiago, que fica magoado (talvez queira ser o novo Rogério Ceni), Edmundo está sempre lá, Morais chiou um pouquinho e já ganha vaga no "revezamento". O técnico diz que há cinco opções, e que os jogadores decidem entre si - se der problema, ele intervém. Complicado. Parece fugir da responsabilidade de bater de frente com Edmundo e, por tabela, com o comando soberano de Eurico. A atitude de Alfredo Sampaio parece ter mais a ver com a sobrevivência da carreira do que com o resultado em campo. Só lembrando que essa indefinição nos pênaltis já custou uma vaga na semifinal da Taça Guanabara.


O Botafogo deve ir com força total pra domingo. Já o Flamengo... Joel repete a estratégia do primeiro turno: vaga praticamente garantida nas semifinais, jogo da Libertadores quarta e lá vão os reservas pro clássico. Pode dar certo, dependendo de como se comportar o Botafogo. Se perder de goleada de novo, é uma crise desnecessária para a semana decisiva. A torcida rubro-negra tem pulgas atrás da orelha: a que veio esse zagueiro Leonardo? Como está a cabeça de Toró? Obina vai ajudar ou atrapalhar o time? Egídio se afirma ou não? Ao menos Renato Augusto estará em campo.


Esse estilo de Joel em tratar o elenco como uma família, onde os jogadores são seus "filhos", não é só dele. Felipão faz o mesmo, seja no Grêmio, seja em Portugal. É um estilo que, até agora, parece estar dando conta. A "pirraça" de Ibson e Souza foi contornada. Porém, todo pai tem seus filhos "preferidos", e num time de futebol isso pode comprometer. Pra que improvisar Cristian na lateral-direita contra o Nacional, se Luizinho é o reserva da posição e jogou bem na última partida? Um clima ruim que poderia ser evitado. E Cristian entra na pressão, pois se vacilar na nova função, a torcida não vai perdoar - e pode sobrar pra Joel.